sexta-feira, 25 de março de 2011

Melissa, erva-cidreira, erva-cidreira-verdadeira, chá-de-frança ou melissa-romana.

    Melissa de nome científico Melissa officinalis L. da família Labiatae  em grego quer dizer abelha-operária pelo fato de ser muito procurada por estes pequenos insetos para a produção de mel. Mas é também popularmente conhecida por erva-cidreira-verdadeira ou melissa-romana.            
    Uma situação curiosa é o fato de três espécies diferentes  possuírem o mesmo nome popular “erva cidreira”:
Melissa officinalis  da família Labiatae, Cymbopogon citratus  da família Poaceae  e Lippia alba da família Verbenaceae.
    O uso somente do nome popular pode provocar confusão, pois os usuários correm o risco de utilizar uma planta que não possua o princípio ativo necessário ou que não tenha o valor terapêutico preconizado.
     Nativa da Europa e ÁSIA, esta erva vem sendo utilizada desde os tempos da Grécia Antiga, onde era muito cultivada nos herbários dos monastérios. Suas flores são pequenas e brancas e desabrocham na primavera, quando recebem muitas visitas das abelhas.
Origem:  é originária da Europa Meridional e cultivada no Brasil, multiplica-se vegetativamente. É uma herbácea perene podendo atingir até 1,0 m de altura, com folhas em forma de coração e fragrância agradável de limão, rizoma ramificado e raízes fibrosas. Caule muito ramificado, tenro, quadrangular, ereto ou mais ou menos prostrado, piloso e aromático.
Clima: a planta desenvolve-se melhor em regiões de clima ameno, não resistindo a geadas e ventos frios. Durante a  exposição á pleno sol a parte aérea rebrota anualmente.
Solo: os solos devem ser profundos sílico - argilosos, permeáveis e ricos em matéria orgânica. Solos muito secos ou muito úmidos são impróprios a esta espécie.
Plantio: o cultivo pode ser realizado por estacas e divisão de touceiras no outono e por sementes na primavera.
Secagem e armazenagem: como planta aromática que é, deve ser feita uma secagem com extremo cuidado. A temperatura não deve passar de 38º C com um bom fluxo de ar e ambiente escuro, para manter a cor verde-clara, e bom aroma. A armazenagem deve ser feita em sacos de papel, nunca em embalagens plásticas, e estes sacos poderão ser estocados em caixas de papelão ou madeira e conservados em local com pouca luz e baixa umidade.
Cuidados: a cultura deve ser mantida limpa, através de capinas manuais, para controle de invasoras e afofamento do solo. Deve-se irrigar conforme a necessidade; se o solo estiver muito seco, mas a planta não tolera água em excesso e irrigação nas horas quentes.
Pragas e doenças: a principal praga até agora observada foi : a broca dos ponteiros que ataca inúmeras labiadas e parece ser causada por um ortóptero, vulgarmente chamado de esperança e por vezes pulgões.As boas condições de solo, plantio em clima e época adequada, densidade normal e adubação correta eliminam em muito a ocorrência de doenças.
Colheita:
1)    Folhas (para medicamento e condimento); sumidades floridas para aromatizantes e perfumarias.
2)   Quando colher- as folhas são colhidas no seu máximo de produção de massa verde e concentração de princípios medicinais que ocorre logo que surgem os primeiros botões florais (pré-floração). Evite-se as horas muito quentes do dia, no verão, e as horas de orvalho e após chuva.
3)   Rendimento – A partir do segundo ano em torno de 1,5 a 3,0 toneladas de folhas por hectare.
Consumo: as folhas de melissa são consumidas como chás (infusão) ou cruas (saladas, temperos e sucos).
Utilização farmacêutica: tradicionalmente, o óleo de melissa ou seus extratos são utilizados em preparações fitoterápicas, como sedativo suave. Atualmente  a utilização de extratos aquosos é  indicados para o tratamento de herpes simples.
Uso popular: a medicina caseira recomenda uma xícara de chá de folhas de melissa para amenizar dores de cabeça, dor de dente, em problemas de nervos, insônia, reumatismo, distúrbios gastrointestinais, enxaquecas e como calmante. É considerada uma panacéia.  Na culinária assim como o poejo, não é muito difundida, mas se mostra um bom condimento quando usada para temperar saladas e molhos. Pode ser empregada em sucos, vitaminas de frutas e gelatinas, para dar um sabor refrescante.

DICA NA COZINHA
Suco Tropical
Ingredientes:
2 cachos médios de uvas roxas, 2 xícaras de amoras silvestres, 4 laranjas doces, 4 colheres de sopa de limão, mel puro a gosto e 4 folhas de melissa.
Preparo:
Esprema as laranjas e reserve. Coloque as uvas bem lavadas e sem caroço no liquidificador com ½ litro de água. Bata, coe e reserve. Proceda do mesmo modo com as amoras. Por último, misture todos os sucos no liquidificador com as folhas de melissa e bata mais uma vez, adicionando o mel a gosto. Sirva com gelo.
Obs. Pode substituir o mel pelo açúcar mascavo.

Fonte: Rosa Lucia Dutra Ramos, bióloga e pesquisadora da FEPAGRO.

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